S.E. Dom Giovanni Maria Sanna, bispo de Gravina e Irsina do ano 1922 ao ano 1953, nasceu em Oristano, Sardenha-Itália, no dia 16 de novembro de 1873. Seus pais eram Battista Sanna e Caterina Dessi. Primogênito de quatro irmãos e duas irmãs. Aos catorze anos de idade entrou no convento de são Francisco na sua cidade, onde studou e recebeu o hábito franciscano e a ordenação sacerdotal no dia 30 de maio de 1896. Os biógrafos lembram dele como homem de mente elevada e inteligência viva, sábio e grande teólogo.
Os seus superiores o lançaram nos caminhos do apostolado, especialmente nas pregações de Santas Missões. Foi homem ativo, empenhado e sempre pronto em ajudar, instruir, encorajar a todos aqueles que pediam seus conselhos. A oração, a meditação e a confiança em Deus foram a força do seu apostolado.
Foi reitor do colégio para as missões exteriores, padre guardião do convento Santa Maria em Betlem em Sassari (Sardenha) onde instituiu escolas com cursos noturnos para analfabetos, convicto que a cultura liberta da miséria o povo mais numilde e oprimido pelos abusos de prepotentes e opressores. Muito jovem se tornou Secretário Provincial, Comissário Geral pela Sardenha e Comissário Geral dos religiosos da Espanha.
No dia 02 de fevereiro de 1915 foi consagrado Bispo na sua Igreja de Santa Maria em Betlem pela Diocese de Ampuria e Tempio na Sardenha. Durante o seu episcopado na Sardenha, sempre encontrou obstáculos pela maçonaria que por algum tempo tiraram também o palácio episcopal. Reabriu o seminário, deu nova vida à Igreja da Sé de Tempio com a participação em massa de crianças e jovens que frequentavam seus encontros de catequese. Foi um visitador constante, cuidadoso, incansável de sua Diocese, das paróquias, do povo. Em uma destas visitas transpirou tanto que pegou pneumonia que quase o levou à morte.
No ano de 1922 a Santa Sé o transferiu para as dioceses unidas de Gravina e Irsina (no sul da Itália) onde tomou posse no dia 05 de novembro, acolhido pela população em festa. Em Gravina reabriu o seminário fechado durante a guerra e promoveu vários Congressos Eucaristicos e Marianos.
Ajudou os lavradores dando terras para cultivar. No dia 1 de maio de 1929 inaugurou a vida de comunidade da “Congregação das Irmãs de Jesus Crucifiado” que ele ajudou e trabalhou para obter a aprovação da santa sé. Reabriu o convento São Francisco confiando a Igreja e o convento aos Frades Conventuais.
Em março do ano 1938 adoeceu de tuberculose, doença incurável na época, que o deixou agonizante, mais milagrosamente a febre passou no mesmo mês e assim pode reiniciar suas atividades apostólicas.
No dia 15 de abril de 1953, obrigado pela sua doença e aconselhado pelo seu médico deixou o governo da diocese e retirou-se para o convento de San Felice sob os cuidados das Irmãs Missionárias Franciscanas de Jesus Crucificado. Ali passou os seus últimos dias de vida terrestre em oração, meditação e comtemplação. Adormeceu na morte serenamente e na firme esperança de santidade na tarde do dia 7 de outubro de 1956. Foi sepultado na Igreja de San Felice.


